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Estava aqui eu a dizer mal da minha vida no que aos blogs que linkei diz respeito, que levaram sumiço pelas minhas artes de experimentar templates, e vagueando pela blogosfera para ver como páram as modas, vejo que o
JPT decide escrever 'então adeus', que o
WR considera reformular o conceito inicial do blog, que meio mundo anda entediado dos blogs, será do verão, essa silly season que não nos inspira para muita contemplação, mas para o descanso da mente e do tédio quotidiano (e nas férias inventam-se outros tédios, mas isso são outros 500, como diz o Zé). Mas não me convenço que o jpt vai embora, ele que 'conheci' daqui, neste mês em que aqui ando e de quem aprendi a gostar; a inteligência incisiva, a ironia, a simplicidade humana que perpassava (perpassa, não quero pensar que não 'é'), a identificação com algumas posições, a forma apaixonada e directa como se exprime, cativam-me. Bom, mas cada um sabe de si, e acho que não devemos pedir a ninguém para ficar. 'Podemos' pedir (tenho de ter cuidado com eventuais trocas de letras que me podem arrasar a reputação), porque gostamos, porque vamos sentir saudade de ler, porque ficará em seu lugar a ausência.
Enfim, nada é eterno, tudo muda e temos que aceitar as mudanças e as decisões das pessoas, isto agora é o meu lado existencialista a dar sinal de vida. Enfim, enfim.
E eu, que faço eu aqui? Eu e o meu blogue xpto-samallsize, sem linha editorial definida (cómica expressão a aplicar aqui...), com os meus devaneios poéticos, existenciais ou outros, ou nenhuns, para que quero um blog? Para ser lida? Para dizer que tenho um blog? Para arranjar um sítio onde coloco e deixo retalhos daquilo que me emociona, me faz pensar? A quem interessa? Não me digam que escrevemos só para nós; todos nós queremos ser lidos, às vezes até gostamos de ser apreciados. Será isto uma ilusão mesmo? Uma ilusão de que estamos próximos uns dos outros, mediados apenas por um computador? Será uma ilusão este interagir com o outro?Estaremos próximos, faltando aqui o olhar, a presença, o gesto?
São naturais estes pontos da situação, este repensar o sentido do que somos, do que fazemos, não esquecendo que esta forma virtual de comunicar, tendo sofrido um crescimento enorme, ainda é recente, e ainda nos estamos a adaptar a estas formas de chegar aos outros.
Bolas! 'Então, adeus, dizes tu', eu prefiro dizer 'até já', mesmo que isso não seja verdade. Afinal não somos nós que procuramos a ilusão?